terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

‘Paisagem irreal e perfeita’, diz músico da banda inglesa Ladytron, que lançou filme gravado no Cariri

Cenário eternizado em produções audiovisuais brasileiras como o filme “Cinema, Aspirinas e Urubus” e a série “Onde Nascem os Fortes”, o Lajedo de Pai Mateus, em Cabaceiras, no Cariri paraibano, ganhou projeção internacional. É que o local, que fica na “Roliúde Nordestina” foi escolhido pela banda de synthpop inglesa Ladytron como cenário do clipe e do curta-metragem para a música “Tower of Glass”, lançados este mês.
A ideia de fazer o clipe surgiu a partir de uma conversa entre Daniel e Manuel Nogueira, o diretor e roteirista. “Manuca [Manuel] é meu amigo. A gente chegou a conversar há muito tempo sobre fazer alguma coisa juntos. Quando eventualmente falamos sobre ‘Tower of Glass’, ele imediatamente sugeriu que a gente fizesse algo além de apenas um videoclipe, algo que tivesse vida própria e existisse em espaços físicos”, diz Hunt.
O encontro aconteceu em um restaurante no bairro do Pinheiros, em São Paulo, que serve comida regional do Rio Grande do Norte. “Eu adoro a comida de lá e foi nesse cenário sertanejo que deu-se a primeira conversa. A decisão de filmar na Paraíba veio depois, por acaso. Manuel me mostrou umas fotos da área, aquela paisagem irreal, e eu sabia que era perfeita para isso”, conta o músico.
O diretor do clipe é gaúcho, mas mora em São Paulo. Além de “Tower of Glass”, ele já dirigiu vários filmes publicitários para marcas multinacionais e também clipes de artistas alternativos de música eletrônica. Um dos trabalhos mais recentes dele foi o clipe de “Is That For Me”, parceria de Anitta com o DJ sueco Alesso. O filme foi gravado na amazônia.
“Eu já fiz trabalhos em áreas muito diferentes, mas este de agora especial, porque foi uma coisa que me envolveu muito, afinal sou muito fã da banda e admiro demais o trabalho dele. Além disso, eu tive muita liberdade, não só em termos criativos do que colocar no vídeo como também na mensagem que eu quis passar. Não queria que fosse algo puramente estético, mas que levasse à reflexão”, explica Manuel.
O curta-metragem fala sobre a vontade de ter o controle sobre as coisas e acabar deixando de viver o momento, deixando de viver as relações na intensidade do que elas são. “Apesar desse roteiro pré-concebido, também há muito espaço para a subjetividade, para a interpretação que as pessoas vão dar ao assistir os vídeos”, comenta o diretor.



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