O tenente-coronel do Exército Alexandre de Almeida foi preso em flagrante na terça, 23, acusado de vender 166 armas de diversos calibr...

Coronel do Exército preso em flagrante por vender 166 armas a clube de tiro por R$ 90 mil

sexta-feira, abril 26, 2019 Marcelo Santa Cruz 0 Comentários


 O tenente-coronel do Exército Alexandre de Almeida foi preso em flagrante na terça, 23, acusado de vender 166 armas de diversos calibres a um clube de tiro em Vila Velha, Espírito Santo. Nos autos do processo, o dono do clube de tiro ‘Guerreiros’ admitiu ter pago R$ 90 mil em diversas parcelas em espécie ao militar. Ele era o responsável pela fiscalização dos clubes de tiro e controlava o arsenal do Exército.
Nesta quinta, 25, o coronel teve a prisão preventiva decretada pela juíza Maria Placidina de Azevedo Barbosa Araújo, da 2.ª Auditoria da 1.ª Circunscrição Judiciária Militar.
“Há documentação nos autos comprovando a posse anterior do indiciado, Tenente Coronel Almeida, e de seu irmão, de diversas armas brasonadas, entregues no SFPC/1, no período da chefia do indiciado, para serem destruídas, mas foram desviadas até chegarem à posse da empresa Guerreiros, do modo relatado acima pelo Marcos Antonio Loureiro de Souza”, consta no auto de prisão em flagrante.
A magistrada ressalta que, com o início das investigações e as visitas dos militares à empresa Guerreiros, o coronel orientou o dono do clube de tiro ‘a ocultar informações, falsear a verdade e esconder objetos, em clara obstrução à investigação e criando risco para a conveniência da instrução criminal’.
A magistrada ainda afirma que ‘seu atuar serve de esteio para toda a tropa, pelo que, com os fatos, ficam abaladas as normas ou princípios de hierarquia e disciplina militares’.
“Desse modo, a liberdade do indiciado poderá comprometer a colheita de provas e realização de diligências, havendo indícios de que o oficial envidou esforços para ocultar provas”, escreveu.
A juíza da 2.ª Auditoria da 1.ª Circunscrição Judiciária Militar registra que ‘nas conversas entre o indiciado e o sr. Marcos, fornecidas por este último, comprovam-se instruções fornecidas pelo TC Almeida com o objetivo de ocultar os armamentos buscados pelos militares, em clara obstrução à ação da administração militar e desta Justiça’.
“No termo de busca e apreensão realizado na empresa Guerreiros, foram relatadas ausências de armas, que deveriam estar em Vila Velha/ES, e que foram encontradas na residência do indiciado, no Rio de Janeiro/RJ”, anotou a juíza.

0 comentários: