Investigações do delagado Wilson Masson levam a crer que ex-padre matou a esposa após briga diante da leitura de livros que iam ao desencon...

EX-PADRE CONFESSA QUE MATOU A ESPOSA

terça-feira, abril 12, 2016 Marcelo Santa Cruz 0 Comentários

Investigações do delagado Wilson Masson levam a crer que ex-padre matou a esposa após briga diante da leitura de livros que iam ao desencontro de sua filosofia religiosa de base católica.
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O ex-padre e cabeleireiro, Maximino Vicenci (43 anos), confessou à Polícia Militar de Balneário Piçarras que matou e tentou esconder o corpo de sua mulher, Terezinha Moraes Soave (62 anos). Em crime ocorrido na noite do dia 28 do mês passado, Maximino disse ao delegado Wilson Masson que asfixiou sua esposa após uma briga causada pela leitura de livros que iam em desencontro com sua filosofia religiosa. Ele tentou desovar o corpo no mirante da Serra da Dona Francisca e apesar da confissão, responde ao crime em liberdade.
 "Tudo ocorreu porque ela estava lendo livros que não condiziam com a religião cristã. Ele disse umbanda. Ele é ex-padre, foi dez anos padre em Porto União, segundo ele", detalhou Masson ao Jornal do Comércio. "Ela estava lendo um livro e ele foi tentar tirar dela, e ela avançou nele, na versão dele. E ela avançou nele, e ele estava cortando temperos para a comida e pegou tábua e deu na cabeça, por trás. Ela usava uma tiara de cabelo, que acabou furando a cabeça dela. Sangrou muito e ela caiu", completou. 
"Ela caiu, levantou e veio pra cima dele com fúria, mordendo. Foi onde ele pegou ela pelo rosto, pela garganta, e a sufocou", incrementou Masson. Segundo o delegado que comanda as investigações, há sinais claros de estrangulamento e que levam a crer que a versão apresentada por Maximino é verídica. "Ele registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento, mas suas versões não se sustentavam. No fim, salientamos que seria melhor para ele confessar o crime e se apresentar espontaneamente", acrescentou.
Na mesma noite do crime, o réu confesso limpou a cena do crime e tentou não deixar vestígios, e esperou até o dia seguinte para desovar o corpo de Terezinha. "Tirou toda roupa dela, enrolou ela em um cobertor e guardou toda a roupa num saco. Depois colocou ela no porta-malas do carro. Para não levantar suspeitas, só saiu no dia seguinte, por volta das 10h, com a intenção de dispensar o corpo", citou Masson. O destino final foi o ponto turístico no alto da Serra. 
"Os dois primeiros anos do casamento foram uma maravilha, na versão dele. Mas, nos últimos três meses, começou a pender para um lado não muito amistoso. Meio conflitante", lembrou Masson, detalhando o depoimento do ex-padre em que cita a inclusão das novas leituras da esposa para o início das brigas. Como não foi preso em flagrante e não ofereceu resistência às investigações policiais, Maximino responderá ao crime em liberdade. "Caso o cenário mude, poderemos pedir a preventiva", finalizou.
O advogado de defesa de Maximino, Nabor Pires, alegou que seu cliente agiu em legitima defesa diante da briga e defendeu sua liberdade provisória. "Ele se apresentou voluntariamente, colaborou com os policiais, abriu sua residência para investigações, legalmente não há motivos para uma prisão antecipada", disse ao JC. Maximino deve ser levado à Serra da Dona Francisca para explicar ao delegado o caminho feito na tentativa de esconder o corpo de Terezinha.

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