Pensamento do dia: O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute Proverbio oriental O que sobrou do Brasil   Olá meu...

COLUNA DO VALDECI

terça-feira, abril 05, 2016 Marcelo Santa Cruz 0 Comentários





Pensamento do dia: O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute
Proverbio oriental

O que sobrou do Brasil 
Olá meus amigos de Brejo da Madre de Deus, e parece que quando não poderia ficar pior, o caldo azedou de vez. A lista da Odebrecht pegou o mundo político de surpresa, deixou todos expostos. Ícones do impedimento da Presidenta como Paulinho da Força SD, Raul Jungmam PPS, Agripino Maia DEM, Mendonça Filho DEM, Aécio Neves PSDB, José Serra PSDB, dentre muitos outros. Defensores do Governo também como Humberto Costa PT, Maria do Rosário PT, Manuela D’ávila PCdoB, etc. Até gente da REDE, como o Senador Randolfe Rodrigues, ex-PSOL, também estão lá. Ex políticos como Sarney, e pessoas que nem se candidataram, como os 3 milhões do Gabriel Chalita PMDB de São Paulo. Tem até um “Santo” que recebeu mais de 3 milhões de reais de uma obra executada na administração do Geraldo do PSDB em São Paulo.  Foi uma bomba atônica, mas curiosamente a Globo não mostrou a lista, devia ter coisa mais importante para mostrar, afinal o Candinho finalmente foi descoberto pela mãe (ou não), Eliza encontrou seu pai e a morte do Capitão, realmente assuntos de elevada importância. Mas o rolo continua. O PMDB desembarcou do Governo Dilma, Moro pediu desculpas pelo vazamento os áudios das conversas de Lula, e mais, e mais coisas vem acontecendo. Os fatos estão acontecendo com uma velocidade louca, quem tenta acompanhar as vezes se perde no emaranhado de acontecimentos. Os próximos dias veremos o que irá acontecer, pois serão dias decisivos para a situação e para a oposição.
Cá com os nossos botões, vivemos as emoções da Festa do Padroeiro São José e da Semana Santa, poderíamos ficar apenas na parte religiosa que foi belíssima, acho que nunca vi tanta gente nas ruas de Brejo da Madre de Deus numa demonstração de fé verdadeira. A religião Católica, mãe das demais igrejas cristãs levou sua fé e mensagem de paz e esperança pelas ruas de nossa cidade e as imagens áreas produzidas pelo drone contratado pela Prefeitura captaram uma imagem única. Mesmo aqueles que não frequentam a Igreja se sentiram abençoados com a passagem do povo de Deus. Já os espetáculos da Paixão de Cristo, o que dizer? Cada ano melhores, sempre com inovações e muita, muita gente.   
Mas o que rolou nestes dias todos e continuará depois deles são os bastidores políticos. A movimentação dos vereadores foi intensa, culminando como fato mais marcante a saída de Josevaldo do PTB para o PRB segue a estratégia da aproximação política dos partidos que estão em torno do Ministro Armando Monteiro e fortalecer o nome de Dr. Edson para a reeleição. A tendência é que teremos dois candidatos disputando a Prefeitura, porém podemos ter um ou dois coadjuvantes que podem se candidatar, os outros que se movimentam claramente na perspectiva de se valorizarem e almejarem uma vaga na vice. O problema é que só existe uma vaga, e muitos pretendentes. Isso porque todos imaginam que o futuro vice-prefeito de Dr. Edson seria seu sucessor natural na disputa pela Prefeitura em 2020 (pois é, nem chegamos a disputa de 2016 já estão falando em 2020). A imprensa tem falado em Jaime do PRTB e uma candidatura de São Domingos, mas acho difícil elas se sustentarem, a não ser que os mesmos pretendam apenas lançar os nomes para ver a aceitação popular, mas seria um risco muito grande e “queimar o filme”, como dizem por aí, apenas para mostrar que pode ser candidato, seria mostrar que é cabeça dura e o eleitor não gosta de imposição, o que ele gosta é de ganhar a eleição, e sabe que para ganhar a eleição precisa de um candidato forte, e fica com raiva quando surge um candidato fraco que só vai “atrapalhar” a eleição. No interior, como dizia aquele ilustre Senador, não tem espaço para outra coisa, ou é carne de charque ou carne de sol. Nossa eleição é igual a eleição americana, se resume a dois candidatos e pronto, mas vivemos numa democracia e todos podem e devem ter o direito de pleitear um cargo público. O problema é que a oposição anda tão desnorteada e enfraquecida que todos se acham no direito de pleitear o cargo vago (de oposição). Desde a descabida viagem “insólita” do Governo Suplementar que a oposição se perdeu e não se recuperou mais. Perdeu sua bandeira, suas lideranças e seu mote de campanha, diante do lugar vago, caras novas tentam ocupar este espaço.
Mas tem aqueles que não querem nem ouvir falar em política e dizem coisas absurdas. Bom, poderíamos lembrar aquele texto de Bertold Brecht (olha ele aí de novo) que fala do analfabeto político:
“O Analfabeto Político"
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

Ah, como tem lacaio de empresa privada, os nomes lá de cima da lista da Odebrecht são exemplos, mas eu prefiro voltar ao tempo dos Gregos, onde surgiu a Democracia. Bem verdade que era para poucos, as mulheres, por exemplo, e os escravos não tinham direito a voto. Porém todas as decisões eram tomadas por todos, eles se reunião nas praça, chamadas de Ágoras para decidir sobre os assuntos da cidade. Estes, que eram conscientes de sua responsabilidade, eram chamados de cidadãos e eram politizados (decidiam as coisas da polis = cidade, eram pessoas pensantes). Já aqueles que não participavam, não compareciam as Ágoras, não queriam nem saber dos problemas da coletividade eram chamados de idiotas, de IDIOS (pessoal, privado). Ou seja, eram pessoas que só se importavam consigo mesmas, egoístas, pouco se importavam com os problemas da coletividade, aquele que não exercia a coisa pública.
Quando alguém diz que o voto no Brasil deveria ser facultativo, eu digo que já o é. Você só precisa comparecer a seção. Mas seria egoísmo de nossa parte se imaginarmos quantas pessoas lutaram que nós tivéssemos este direito. Pior, o Estado nos convoca para opinar sobre a administração pública e você se recusa, já imaginou isso? Se mais pessoas de bem continuarem a dizer não, que m irá participar da política? 

É preciso que tenhamos cada vez mais cidadãos participando das eleições e menos idiotas, essa mudança começa por você colocando as pessoas certos no poder.

Valdeci Ferreira Junior é professor das Faculdades Mauricio de Nassau, Professor das redes Municipal de Brejo da Madre de Deus e da rede Estadual de Ensino, Acadêmico do Curso de Direito da Unifavip e analista político.

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