Cenas de um Espetáculo O cerco se fechou para que o circo se escancarasse  mais ainda. Ontem o estardalhaço midiático começou com uma ...

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sexta-feira, março 04, 2016 Marcelo Santa Cruz 0 Comentários

Cenas de um Espetáculo

O cerco se fechou para que o circo se escancarasse  mais ainda. Ontem o estardalhaço midiático começou com uma  delação  atribuída ao senador Delcídio,  o qual imediatamente a negou. Mesmo assim o estrago foi feito. E, hoje estranhamento Lula é coercivamente conduzido a depor sob os holofotes da mídia golpista. Tudo orquestrado entre a mídia, a justiça e a polícia federal. Se não fosse trágico, eu diria que era cômico.

Ninguém é um Homer Simpson pra saber que todo esse estardalhaço, ou melhor, esse massacre midiático têm dois objetivos: a prisão de Lula e a sua inviabilidade política como candidato nas eleições de 2018.

Sem isso a oposição perde mais uma vez. Horrível espetáculo esse no qual a justiça é seletiva e partidária e um juiz age como se fosse um justiceiro.

A Globo envolvida até a medula com esquemas ilegais num triplex em Parati, em sonegação fiscal de milhões, FHC em esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma ex amante, o Eduardo Cunha, ex herói da mídia, dos tucanos e de Silas Malafaia, de Aécio Neves, citado três vezes como recebedor de propinas.

A pergunta: Tirando o Eduardo Cunha que agora é um cachorro morto, houve algum espetáculo midiático em relação ao triplex da Globo, a Aécio Neves e FHC?

Claro que não. O problema é que mexer com Lula da forma escandalosa que estão fazendo contribui também para fortalecer sua força, como vimos hoje nas ruas. As pessoas estão divididas. Lula não é Collor que não tinha apoio popular. Esse espetáculo de horrores é veneno e antídoto. Ele mata mas também fortalece. O problema é que estamos vivendo sob os auspícios de um Espetáculo orquestrado que se iniciou um dia após a vitória de Dilma.

Não estou defendendo a tese da santidade de Lula. Mas essa fúria e volúpia midiática e de certa justiça contra as forças que governam o Brasil, desde 2003, achincalha a inteligência de qualquer sujeito que pense um pouco para além das telas de TV.

Professor Adilson Filho.

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